Febre amarela: Cotia segue vacinando 

A Secretaria de Saúde de Cotia vacinou mais de 3 mil pessoas no mutirão de vacinação realizado na quarta-feira (17), na Feira Noturna, segundo dados da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Entre os vacinados, além dos moradores de Cotia havia munícipes de outras cidades como Itapevi, Embu das Artes, Ainda de acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, por estar na área do Cinturão Verde do Estado de São Paulo, Cotia continua recebendo semanalmente lotes da vacina integral, que vale para a vida. A vacinação continuará normalmente seguindo o calendário abaixo,  das 9 às 16hs, porém as UBSs estão distribuindo senhas conforme o número de vacinas que recebem diariamente para que as pessoas não fiquem na fila desnecessariamente. Cada UBS recebe a quantidade de vacinas que tem condições de armazenar diariamente. Em informe atualizado do Ministério da Saúde distribuído esta semana, o Ministério coloca a meta de vacinar 95% da população dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Até agora, mais de 60% da população de Cotia já foi imunizada e a meta do município é superar 80% de acordo com a Prefeitura. Nas clínicas de vacinação particulares da cidade, a vacina de febre amarela está esgotada devido a grande procura. De acordo com Luciana Bussi, gerente da Vaccinecare, o laboratório Sanofi, que importa para as clinicas particulares não tem conseguido atender a alta demanda, mas a previsão de chegada de novos lotes em 15 dias. 

Novo calendário de vacinação nas UBSs:

UBS                         Segunda    Terça    Quarta    Quinta    Sexta

Assa                                                                           x

Parque Alexandra                                     x

Recanto Suave               x

Santa Ângela                                  x

São George                                                                               x

São Vicente                                                                x

Rio Cotia                       x

Engenho                                                     x

Caucaia                         x                           x

Oliveira                         x                                            x

Espraiada                     x                x

Japão                                              x                                        x

Cachoeira                     x                                            x

Mendes                                                       x                            x

Caputera                                                                                   x

Atalaia                          x                                                           x

São Miguel                                     x

Arco-íris                                                     x

Sandra                                                                       x

Mirante                                           x

Morro Grande                                 x

Coimbra                                                       x

Mirizola                           x

Portão                                              x

Turiguara                                                                  x

SAE/CTA
(Av. Rotary, 40)                                           x

 

Recomendações:

Idade mínima para vacinação: 9 meses,

Lactantes que amamentam acima de 6 meses podem se vacinar, a amamentação deverá ser suspensa por no mínimo 10 dias;

Lactantes que amamentam há menos de 6 meses não vacinar; a partir de nove meses vacinar mãe e filho.

Idosos, acima de 60 anos, podem ser vacinados, mas é aconselhável uma avaliação médica para analisar o nível de imunidade do idoso. Como a vacina é feita com o próprio vírus enfraquecido da doença, se a imunidade for baixa, em vez de desenvolver anticorpos que combatem o vírus, pode haver risco da pessoa desenvolver sintomas da doença.

O mesmo acontece com gestantes acima de três meses de gestação, o ideal é que passem por avaliação de seu obstetra. Sem esta avaliação a recomendação é pela não vacinação e uso de repelentes indicados pelo médico.

Portadores de HIV e pacientes em tratamento de câncer não devem ser vacinados em função de sua capacidade imunológica.

Pacientes em terapêutica imunodepressora: quimioterapia, radioterapia, corticoide em doses elevadas por mais de 2 semanas também não devem ser vacinados;

Doenças Auto Imunes (Lupos, Anemia, Falciforme, Renal crônico, Hepatopatias entre outras) são contra indicadas para a vacina;

Medicações antimetabólicas (por exemplo a azatioprina e ciclofosfamida) também são contra indicadas;

Medicamentos modificadores do curso da doença, os biológicos: (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximabe) não são recomendados;

Pessoas com história de reações anafiláticas após dose anterior ou ao ovo de galinha também não devem ser vacinadas.

 Em caso de dúvidas, procurar a UBS de referência com as receitas de uso atual para avaliação médica.

Casos da doença

Segundo dados atualizados até esta semana pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 35 casos da doença de julho de 2017 a 14 de janeiro deste ano. Os casos envolvem, principalmente, a região Sudeste e são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres por motivos de trabalho ou lazer. No período de monitoramento (que começou em julho/2017 e vai até junho/2018), foram confirmados 35 casos de febre amarela no país sendo que 20 vieram a óbito, até 14 de janeiro deste ano. Ao todo, foram notificados 470 casos suspeitos, sendo que 145 permanecem em investigação e 290 foram descartados.

Nesta semana o ministro da Saúde substituto, Antônio Nardi, reforçou a importância da vacinação da população que mora nas áreas com recomendação de vacina e explicou que, como medida adicional de segurança, o Ministério da Saúde solicitou mais 20 milhões de seringas específicas para fracionamento. A vacina fracionada tem duração de 8 anos. A ação faz parte da estratégia de medidas de prevenção da febre amarela do Governo Federal para o bloqueio da doença. 

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina.  

No Estado de São Paulo as cidades que receberão a dose fracionada para atingir um maior número de pessoas são Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Bertioga, Caçapava, Cachoeira Paulista, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cubatão, Cunha, Diadema, Guaratinguetá, Guarujá, Igaratá, Ilhabela, Itanhaém, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lorena, Mauá, Mongaguá, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Peruíbe, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Praia Grande, Queluz, Redenção da Serra, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo André, Santos, São Bento do Sapucaí, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luís do Paraitinga, São Paulo, São Sebastião, São Vicente, Silveiras, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.

Desde o início de 2017, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença. No total, ao longo de todo o ano de 2017, o Ministério da Saúde enviou aos estados 45 milhões de doses da vacina, tanto para a rotina de vacinação, como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 36,3 milhões de doses. Neste ano de 2018, apenas no mês de janeiro, foram repassadas 8,8 milhões de doses da vacina aos estados de todo o país.

A transmissão

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). São estes mosquitos que picam os macacos transmitindo-lhes a doença nas áreas silvestres e podem picar o homem se o mesmo viver ou estiver próximo destas áreas de mata silvestre. Ambos, macacos e homens são vítimas dos mosquitos. O último caso de febre amarela urbana transmitida pelo Aedes aegypti foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão. O ciclo urbano só ocorre se o Aedes da área urbana picar uma pessoa infectada na área silvestre que voltou para a área urbana e passar a transmitir a doença por isso a vacinação tem sido intensificada nas áreas silvestres. Nas matas silvestres, a morte dos macacos é um sinal de alerta. Ou seja, os primatas nos ajudam a identificar áreas de risco. Por isso é importante não atacar os macacos e continuar combatendo a proliferação do Aedes Aegypti, que além da febre amarela transmite dengue, Zika e Chikungunha.

Segundo artigo do Dr. Drauzio Varela, o Aedes vive dentro das casas, nas cidades e voa no máximo num raio de 500 metros. Ou seja, o mosquito não vai atravessar a cidade, a não ser que você permita que ele passe de casa em casa, inclusive na sua. É por isso também que não se recomenda que pessoas que vivem nas áreas urbanas se desloquem para cidades das áreas rurais e silvestres para tomar a vacina se expondo aos mosquitos silvestres.

ÁREAS COM RECOMENDAÇÃO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) ampliou, nesta terça-feira (16), a orientação aos viajantes internacionais que vêm ao estado de São Paulo. Como não há possibilidade de prever os deslocamentos internos desses viajantes, trata-se de uma medida ampliada de cautela. As informações foram ratificadas, nesta terça-feira (16), durante audioconferência entre o ministro da Saúde substituto, Antônio Nardi, e o diretor Executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, Peter Salama.

Durante coletiva de imprensa, nesta terça-feira (16), o representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, explicou que a recomendação da OMS é mais ampla porque trata-se de orientações para o viajante internacional. “Normalmente a OMS faz uma recomendação internacional ampla para todo o mundo, não a nível de país que é muito mais preciso com relação a definição de regiões”, destacou o representante da OPAS, lembrando que esta é apenas uma recomendação da OMS.

O Ministério da Saúde esclarece que mantém a estratégia definida pelo estado de São Paulo para vacinação da população contra a febre amarela. A determinação das áreas de vacinação foi feita de acordo o acompanhamento da circulação do vírus, baseada no mapeamento epidemiológico das regiões. A vacinação está sendo intensificada nas áreas com risco de infecção pela doença.

FRACIONAMENTO

Entre 25 janeiro e março deste ano, 77 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. A campanha de fracionamento da vacina vem para evitar o aumento de casos e mortes, já que o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional, sem recomendação anterior de vacinação. É importante ressaltar que toda revisão do calendário nacional de vacinação é acompanhado, sistematicamente, pelo comitê assessor técnico, com especialistas de diversas áreas.   

Neste mês de janeiro, os estados e municípios estão treinando os profissionais de saúde e adequando a logística para realização do fracionamento. Para isso, o Ministério da Saúde deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra para auxiliar os estados na realização da campanha. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e, até o fim deste mês, serão destinados R$ 30 milhões para o Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia. 

Por Mônica Krausz, com informações do Ministério da Saúde e Assessoria de Imprensa de Cotia. 

Foto: Vagner Santos



18/01/2018


Procure também por:

> vacinação
> imunização
> Ministério da Saúde

<< voltar

  • Comentários (0)
  • Comente aqui
  • Indicar para amigo(a)
  • Imprimir
Nenhum comentário.

Preencha os campos abaixo:

Nome:
E-mail:  Exibir e-mail
Título:
Comentário: 
Seu comentário sobre essa matéria, será avaliado
e publicado no prazo máximo de 48 horas.
J63   

Indique esta notícia a um(a) Amigo(a):

Seu Nome:
Seu E-mail:
Nome Amigo(a):
E-mail Amigo(a): 

newsletteranuncie

Receba nosso informativo semanal